Entrevista a Mário Cláudio (Lau) – Adecas

“ESTOU CIENTE QUE OS RESULTADOS DE UM PROJETO DE RISCO APARECERÃO NA DEVIDA ALTURA E A P´RÓXIMA ÉPOCA VÃO-NOS DAR RAZÃO!”

Mário Cláudio, vulgo, Lau Rebola nos meandros desportivos abraçou o projeto Adecas “Missão 2 ª Distrital AFVC .depois de muitos anos (intercalados) nos campeonatos do INATEL e fruto de uma promessa da autarquia arcuense em dotar o Costa do Monte de com condições que não condicionem os mais jovens do concelho em jogar num clube que ainda não dispõe de relvado sintético.
A própria AFVC ultimou os seus representantes a munirem-se destas condições, sob pena de não poderem ser inscritos no próximo campeonato, ultimato esse que foi alongado maias um ano.
Esta agremiação arcuense que se que quedou num modesto 15º posto na Tabela Clasifficafica.
Com 10 vitórias, 6 empates e 18 derrotas, a formação arcuense somou 42 golos marcados, tenho encaixado 63, ou seja com uma postura de uma identidade atacante.
Mário Cládio que conhece as portas desta casa como ninguém abraçou um projeto que sabia de antemão que era de risco, mas não se temerou e meteu mão à obra e num mercado muito, restrito conseguiu uma mescla de veterania com muito boa juventude e estou crente que na próxima temporada dará os seus frutos.
“CONCORDO QUE OS RESULTADOS FICARAM AQUÊM DAS ESPETATIVAS, PORQUE EU PENSO QUE ESTES JOGADORES PODEM, SABEM E VÃO FAZER MAIS POR ESTE CLUBE.”

Noticias Arcoenses – Que balanço faz desta experiência, ou seja “Ano zero” do Adecas nos campeonatos distritais de seniores?
Mário Cláudio – Sabíamos que iria ser um ano difícil por ser o primeiro, mas penso que valeu a pena, pois os objectivos propostos foram claramente atingidos.
N.A. – Notou-se ao longo da época que, mesmo com boas exibições os resultados ficaram aquém das expectativas. Concorda com essa análise?
M.C. – Concordo plenamente. A equipa ao longo da época, salvo algumas excepções realizou sempre boas exibições, o que não conseguiu foi traduzir essas boas exibições em vitórias, mas como eu costumo dizer aos jogadores quem joga bem está mais próximo de vencer.
Penso que a essas boas exibições faltou muitas das vezes uma maior eficácia, pois a equipa conseguia por jogo criar 5/6 oportunidades de golo claras e não conseguia materializar em golo e como eramos uma equipa muito jovem acabávamos por sofrer golos praticamente nas únicas oportunidades de golo dos adversários.
“EU QUIS OS MEUS ATLETAS MOTIVADOS DE IGUAL FORMA, QUAL FOSSE O NOME DO CLUBE, MAS O SUBCONSCIENTE TAMBÉM MEXE E ACABAMOS POR COMPREENDER, ESPECIALMENTE A JUVENTUDE.”
N.A. – Curiosamente as melhores performances da equipa acabaram sempre por ser contra formações do topo da tabela classificativa. Sinónimo que estes jogadores teriam uma rodagem competitiva e, mesmo qualitativamente focadas para esses emblemas?
M.C. – – Não concordo, penso que da forma como nós jogamos é que é mais fácil jogar com equipas do meio da tabela para cima, pois essas equipas, tal como nós tem como principal objectivo jogar para ganhar, não estando preocupadas em jogarem com o bloco muito baixo, fazer paragens constantes do jogo, jogar no fundo para não perder.
N.A. – Os atletas viviam esses jogos de forma diferente?
M.C. – Só se for em termos de motivação por se ir jogar com os primeiros, ou jogar em campos sintéticos, que era do agrado de todos.
“ NA FUTURA ÉPOCA SEREMOS MAIS FORTES, ISSO NINGUÉM DUVIDE. VAMOS CRIAR RAIZES MAIS FORTRES PARA CONSOLIDAR O CLUBE NAS COMPETIÇÕES FEDERADAS.
N.A. – Conseguiu juntar ao longo da temporada a juventude (muita), com a veterania. Se olhar-mos que estamos em fase de projeto incuba douro, no que ao aspeto desportivo diz respeito, conseguiu retirar os dividendos necessários para que na próxima época essas rotinas estejam muito bem sedimentadas?
M.C. – Penso que sim, o objectivo era esse. A maior parte dos atletas eram seniores de 1º ano, ou seja estavam a competir pela 1ª vez no escalão de seniores, e demonstraram ao longo da época um crescimento e maturidade que não tinham no início .
N.A. – Em rescaldo final, a classificação final não traduz o valor desta equipa. É isso que assume, certo?
M.C. – Concordo plenamente com a tua opinião, mas o que fica é classificação que obtivemos.

N.A. – Agora o futuro. O que nos reserva? Pelo menos o projeto continuará sobre a tua liderança.
M.C. – Sim, vamos continuar a trabalhar para criar raízes cada vez mais fortes para que a ADECAS se possa consolidar nas competições federadas.
N.A. – Quanto ao plantel. Já está a ser trabalhado para manteres a espinha dorsal?
M.C. – Sim, iremos manter praticamente todo o plantel e tentar reforçar as posições que estamos mais deficitários .
N.A. – Tudo se conjuga, digamos seria o trato, de a Adecas já potenciar as suas infraestruturas com o relvado sintético, não está , mas por obrigação mesmo na época de 2019/20. Claro que o futebol que se ira desenvolver, acabará por despertar mais atenção, quer por quem é interveniente no jogo, mesmo para quem vá assistir aos espetáculos.
“O OBJETIVO NUNCA FOI ATACAR A SUBIDA, MAS SIM COMO DISSE A CONSOLIDAÇÃO SUSTENTADA DO ADECAS.”
M.C. – Isso é claro, se tivermos um sintético a qualidade de jogo e dos atletas irá sobressair, irá melhorar grandemente o espectáculo. As condições dos treinos melhoram imenso e consequentemente a qualidade do jogo e os atletas conseguirão exprimir todas as suas qualidades, que num pelado estão muito limitadas.
“VAMOS TENTAR MANTER A ESPINHA DORSAL.”

N.A. – Existe penso eu, uma grande ansiedade por parte dos jogadores. Isto porque alguns atletas já estarão saturados de atuar nos pelados e não temeras tu que enveredem por outras paragens?
M.C. – Isso é um risco que corremos, mas não depende nós, mas sim da Autarquia.
N.A. – E quais são os objetivos desse “Ano Um”. Atacar a subida, mantendo a sua identidade, que é continuar a dar oportunidades as mais jovens de Arcos de Valdevez?
M.C. – Os objetivos nunca foram atacar a subida, o objectivo como te disse anteriormente é consolidar a ADECAS nas competições federadas, iremos manter a identidade, ou seja jogadores da terra e potenciar o mais possível esses jovens para que possam num futuro próximo dar o salto para um patamar a cima.
N.A. – Vais manter a equipa técnica na globalidade, ou vão existir alguns acertos?
M.C. – Em princípio iremos manter, aumentando se possível com um elemento para o treino do Guarda Redes.
N.A. – Finalmente, uma última questão. Que promessas fazes aos adeptos e associados? O que podem esperar deste Adecas ?
M.C. – Esperar uma equipa que irá sempre, sejam quais forem as condições tentar jogar um futebol atractivo e que irá em todos os jogos tentar ganhar e dignificar a camisola da ADECAS.